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A reutilização da linha do baixo de “Livin’ on a Prayer” em “Work for the Working Man”, faixa do 11° álbum de estúdio de Bon Jovi, The Circle, não é uma repetição casual. Em 1986, “Livin’ on a Prayer” marcou o Bon Jovi como uma banda que se preocupava com o significado de suas canções, ou pelo menos fingia fazê-lo, ao mesmo tempo em que partia os corações das fãs e não se descuidava do penteado. Vinte e três anos depois o Bon Jovi se tornou uma banda por inteiro, tendo se livrado, a muito tempo, de seus vícios e sprays de cabelo. Mas, enquanto seus álbuns anteriores pregavam a esperança, The Circle é determinantemente sombrio: a atitude animada peculiar da banda se dissipou neste álbum, em canções descaradamente mais nervosas do que em toda a carreira do Bon Jovi.
Essa é uma resposta perfeitamente razoável ao envelhecimento: o cinismo acaba se tornando mais forte com o passar dos anos. Na verdade, este é mais um passo na transformação lenta e certeira de Jon Bon Jovi em John Mellencamp, artista que tem orgulho de mostrar sua autenticidade regional e que já abandonou este tipo de rock agitado e acessível que o Bon Jovi mal está começando a fazer.
Em conformidade com o tema do álbum, o proletariado está presente em todas as partes de The Circle, mostrando-se indignado, porém digno. “Aqui estou eu tentando me virar/ Não estou vivendo somente para morrer”, canta Bon Jovi em “Work for the Working Man”. A faixa “Live Before You Die” não transmite tanta urgência quanto pessimismo em relação aos obstáculos da vida: o título vem seguido de um “se você conseguir” subtendido.
“Olhe para esses olhos cansados/ Eles estão voltando à vida”, canta Bon Jovi em tom de clamor na faixa “Happy Now”, direcionada aos pessimistas de plantão: “Deixe-me acreditar que estou construindo um sonho/ Não tente me desmotivar”. Mas, mesmo enquanto Bon Jovi se mostra solidário ao homem comum, sua voz raspada nunca transmite o sentimento de sofrimento ou dor. E, embora os arranjos sejam levemente mais sombrios do que em seus álbuns anteriores, os refrões cheios de emoção ainda exercem uma força magnética sobre a banda, sua ambição de grandeza ainda parece mais forte que sua ambição de importância.
Nas faixas “We Weren’t Born to Follow” e “Thorn in My Side”, o guitarrista exibicionista Richie Sambora consegue chamar a atenção. Mas, apesar de revigorantes, tais momentos parecem ser de indulgência – raros são os flashes de instintos primitivos em uma banda que agora se move com um propósito comum.



Em entrevista ao site da Rolling Stone EUA, o guitarrista Richie Sambora avisou que o grupo irá "trazer o rock 'n' roll de volta", após flertes com o country em Lost Highway, de 2007.

"Acho que o que aconteceu foi que fizemos um álbum do tipo influenciado por Nashville [cidade interiorana do Texas] e isso criou um vácuo para um grande disco de rock", afirmou. "Há uma evolução continuada... [The Circle] não soa como outros álbuns nossos. Todos que nos ouviram tocando-o ficaram muito excitados e estamos felizes com o resultado."

Antes de The Circle, o músico explicou que a banda planejava lançar uma coletânea de melhores sucessos, mas adiou a empreitada por causa do "período criativo" em que entraram. "Estávamos nos divertindo tanto na criação do disco que decidimos fazer primeiro um álbum de estúdio", contou ao site. "Ele soa fresco - acho que reinventamos a nós mesmos."

3 comentários:

  1. "Julio" on 16 de novembro de 2009 às 05:22

    po mto loko neh uma bnda antiga 'recomeça' kk

     
  2. Gabriel P. Gomes on 16 de novembro de 2009 às 16:47

    uhuul, quero só ver como vai ficar =D

     
  3. "Julio" on 17 de novembro de 2009 às 04:41

    eol tm